CEVA • Centro Educacional Vivendo e Aprendendo

Presença afetiva, cuidadosa, firme e acessível do pai é fundamental ao filho

 

 

Pai2

 

Pai3

 

Pai4

Se no Dia dos Pais cada pai pudesse escolher o melhor dos presentes, com certeza a maioria das respostas seria: "Quero que meu filho seja uma pessoa realizada e tenha uma vida feliz". Mas talvez nem todos percebam que isso depende bastante deles, dos próprios pais, pela forma como participam da educação dos seus filhos e até mesmo como acompanham a sua vida escolar.

Muitos ainda pensam que a educação das crianças e adolescentes corresponde mais à figura materna. Por isso, consideram que ir às reuniões do colégio, ver os deveres de casa e conversar com os filhos sobre dúvidas das matérias escolares são tarefas femininas. Hoje sabemos que não é bem assim. Além da mãe, é importante que o pai também se envolva no acompanhamento escolar.

Várias pesquisas demostram isso. Um estudo do Departamento de Educação dos EUA (leia o original, em inglês) que associa a participação do pai na escola com a maior probabilidade de um aluno obter notas altas e com menores chances de ele abandonar os estudos. Isso é válido tanto para pais biológicos como para padrastos e para estudantes criados apenas pelo pai.

De fato, em geral, se além da mãe o pai também acompanha a vida escolar, a criança e o jovem se sentem mais autoconfiantes e seguros. Isso se reflete em maior interesse pelo estudo e maior disposição para aprender.

Alguns pais se perguntam: há diferença no papel de pai ao educar meninos e meninas? Certamente é preciso levar em conta os novos papeis sociais de homens e mulheres.

O próprio papel do pai mudou. Na família tradicional, ele era a autoridade da casa (muitas vezes exercida de forma autoritária), tanto no âmbito econômico como pela influência moral na educação das crianças. Hoje o pai divide a autoridade com a mãe e não é o único detentor da verdade.

Isso é positivo porque as crianças poderão aprender novos modelos de família, mais marcados pelo diálogo e companheirismo. Agora se fala inclusive nas funções paterna e materna, não associadas necessariamente ao papel do pai ou da mãe, ou mesmo a configurações familiares tradicionais.

A função materna estaria mais ligada ao cuidado e à acolhida, e a função paterna, mais relacionada ao estabelecimento de regras e limites. Tanto o pai como a mãe exercem, alternadamente, ambas as funções.

Ora, esses novos modelos precisam se refletir na educação de meninos e meninas. Em outras épocas as meninas eram educadas para assumir o âmbito privado – a casa, a criação dos filhos -, enquanto ao homem cabia o papel de provedor, trabalhando no âmbito público. Hoje, é necessário formar nas meninas uma atitude mais empreendedora.

Ao mesmo tempo, é preciso avançar na criação dos meninos, ainda bastante marcada por visões machistas. Por exemplo, enquanto as meninas são estimuladas a brincar de casinha, muitos meninos ganham como presentes luvas de boxe ou armas, para brincar de luta. Isso pode colaborar para perpetuar a ideia de que o homem precisa mostrar força e exercer dominação.

A educação de hoje inclui garantir que meninos e meninas tenham os mesmos direitos e deveres, estimulando por exemplo que os meninos ajudem nas tarefas domésticas. Isso equivale a prepará-los para um mundo em que homens e mulheres compartilham desde o cuidado das crianças até a liderança de empresas e a participação na vida política. Essa educação pode formar jovens mais comprometidos com a igualdade entre os gêneros. Cabe ao pai reforçar essas novas visões e colocá-las em prática na convivência familiar.

Mas o que sem dúvida é comum a todos, sejam os filhos meninos ou meninas, é a importância do envolvimento dos pais no dia a dia da educação. Nesse sentido, muitas vezes como professora tive vontade de chamar o pai dos alunos para fazer alguns pedidos bem simples.

Diria: Pai, converse com seu filho sobre as aulas, pergunte com interesse sobre o que ele aprendeu, veja seu dever de casa, participe das reuniões e eventos da escola. Faça dos momentos de estudo ocasiões de alegria, bem estar, companheirismo. Essas são formas de dizer a seu filho que você se importa com ele, que ele é tão valioso que você dedica a ele o seu tempo. Estudar com seu filho, tirar uma dúvida, ler o mesmo livro que ele ou pesquisar algo juntos são maneiras de dizer que você o ama. Isso vale tanto para pessoas que moram com os filhos quanto para pais separados. Não é pela quantidade de horas que se mede a qualidade da participação.

Enfim, neste Dia dos Pais, e por todos os dias, lembre que filho é seu maior presente. Por isso, cuide bem dele. A sua presença de pai: afetiva, cuidadosa, firme e, ao mesmo tempo, sempre disposta ao diálogo, pode ser decisiva para tornar seu filho um jovem mais equilibrado, preparado para lidar com as próprias emoções e capaz de se sair bem, tanto na escola como na vida.

 

Fonte:http://g1.globo.com/educacao/blog/andrea-ramal/1.html